foto furuta
sexta-feira, 23 de novembro de 2018
"A água corre sempre para o mar"
domingo, 4 de abril de 2010
Melhor do que isso, só dois disso!
Olha a cara de felicidade do sujeito na foto!! Ahahahahahaah
Tentei colocar o vídeo de uma das minhas favoritas aqui, mas o youtube desabilitou um bagulho lá que impede o feito. Vai o linkão mermo!
http://www.youtube.com/watch?v=oQ_Nf7yGxbc&feature=related
O ingresso do "Pearl Jam" já está comprado pro showzão em junho no Hyde Park!!
Rá de Luz!!
sábado, 27 de março de 2010
Mil palavras em Uma
Hoje eu acordei mais uma vez ainda de noite e antes de qualquer coisa, antes mesmo de abrir os olhos, o que me veio foi saudade.
O resto do dia foi pesado, de muito trabalho como vem sendo todos há tempos, mais pesado ainda por causa desse sentimento que nomeamos de uma maneira única, sem tradução fiel em outras línguas. Se tento explicá-lo aos gringos, preciso de horas e dezenas de exemplos pra tentar chegar perto do que realmente sinto. Talvez porque saudade não seja só um forte sentimento, mas muitos. Mistura de vários.
O resto do dia foi pesado, de muito trabalho como vem sendo todos há tempos, mais pesado ainda por causa desse sentimento que nomeamos de uma maneira única, sem tradução fiel em outras línguas. Se tento explicá-lo aos gringos, preciso de horas e dezenas de exemplos pra tentar chegar perto do que realmente sinto. Talvez porque saudade não seja só um forte sentimento, mas muitos. Mistura de vários.
Saudade da minha família, da risada com os olhos cheios d'água da minha mãe, dos papos-cabeça-cinéfilos-históricos-analíticos do meu pai, dos abraços e carinhos apertados dos dois. Saudade dos meus irmãos, da minha irmã, de tudo neles. Saudade dos meus sobrinhos e dos dias em que eles procuravam o meu colo com certeza já esquecido com o passar dos anos.
Saudade dos meus amigos e da época em que eu achava que tinha os melhores, ou os piores, e que acreditava ser impossível viver sem eles.
Viver sem... Quantas coisas eu já disse que seriam impossíveis de se "viver sem" e que hoje viraram... saudades.
Saudade dos meus amigos e da época em que eu achava que tinha os melhores, ou os piores, e que acreditava ser impossível viver sem eles.
Viver sem... Quantas coisas eu já disse que seriam impossíveis de se "viver sem" e que hoje viraram... saudades.
Saudade da minha outra metade que por hoje não existir me faz pensar que nunca a tive. Meu outro lado da cama está frio e seus travesseiros perderam os cheiros que me lembravam algo inteiro.
Saudade do sol, da praia, das cachoeiras, dos dias lindos que por serem rotineiros quase não me viam dar o ar da graça por preferir a noite embebida em boemia. Saudade dos violões que não precisavam pedir pra serem tocados e das rodas que se faziam em torno deles.
Saudade de mim mesmo, porque sem isso eu não sou mais. Continuar tão distante, buscando algo que não se sabe ao certo o quê e por tanto tempo, num lugar tão diferente de tudo já vivido antes causou mudanças que demorarão anos pra quantificar. Não, não mudei de sexo (já me adiantando pois conheço quem me lê!).
Sexo... Saudade do sexo salgado de praia, da marquinha de biquini estratégica, do gingado e bronzeado inexistentes por aqui em contraste com a abundância das bundas abundantes da terrinha.
Saudade das piadas prontamente entendidas e engraçadas de fato. Do tempo em que se juntava um povo feliz apesar dos pesares em esquinas e quintais pra comemorar qualquer coisa ou bebemorar tudo. Dos fins de semana regados à risadas e discussões calorosas do relevante à baixaria. Das barrigas à beira da churrasqueira e das mãos pescando as latinhas no meio do gelo. Barriga. Enfim uma coisa da qual não sinto a menor saudade.
Saudade de quando eu achava que devia ter mais fé e ser menos teimoso. Fé que cresceu, teimosia que cresceu junto. Hoje não sei mais onde termina uma e começa a outra ou o que é exatamente o quê.
A minha saudade é plural. Multiplica, amplifica, petrifica.
Saudades dos dias em que a saudade era algo mais fácil de ser 'matado', resolvido, de quando não doía tanto, não me batia o tempo inteiro até a hora de dormir, me atormentando o sono e os sonhos, me fazendo acordar sentindo nada além dessa 'palavra-resumo' de tantas coisas, me deixando somente a vontade de me livrar do que não se transfere, me ensinando a conviver com isso tentando explicar o que não tem tradução.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Alguém pra abraçar e dizer "Te Amo"
Minha amiga-anjo-irmãzinha Priscilla, que pra mim virou 'Pri' desde o primeiro instante, é daquelas pessoas apaixonantes que nos faz querer pro resto da vida. No meu caso, acredito que já nos conhecemos de muitas outras. Só tive que atravessar o Atlântico para reencontrá-la.Nesses dias solitários de frio, saudades múltiplas e expostas, a carência me chicoteia lembrando do mais forte sentimento que só declaro por telefone aos pais e irmãos a milhares de kilômetros de distância. Sorte minha ter pra quem olhar, dar um abraço apertado e expressar o que está sufocado por tanto tempo.
Agradeço com o coração por você me emprestar seu ombro sensível e sincero, por me ajudar a recarregar o GPS que não deixa eu me perder no meio da ventania. Obrigado eterno!! Sou grato pelo apoio, carinho e pela paciência (de Santa!!) que tens pra ouvir as minhas estórias complicadas e infinitas.
"Onde quer que vá..., eu vou estar também..."
Te amo pra sempre!
"Robert".
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Salve 10/11!!!!!!
Essa é em homenagem ao meu irmão mais do que amado, ao meu 'mais novo' (fora a mais nova...) que me enche de orgulho, um cara mais do que guerreiro, especial, amigo, mais coração-sangue-bom que eu já vi nessa longa vida. E só quem teve a sorte de conhecer pra saber que nem que eu passe horas escrevendo sobre as qualidades desse 'Super' serei capaz de dar conta sequer da metade delas.Também é meu aniversário de alguma forma. Hoje entro do Terceiro Ano dessa saga em terras gringas cheia de muitos altos e poucos baixos que só aumentam a casca e o fator de cura, pavimentando assim dias melhores e recordações ainda mais felizes. Lembro como ontem quando nos encontramos em Paris e demos aquela zoada pela Zoropa antes de chegarmos em Londres finalizando mais uma aventura que fez jus ao sobrenome que a gente carrega. Meu 'primeiro caçula', 3.4 Hiper-Turbo, você é um exemplo pra mim de garra e coragem no qual me agarro sempre que a coisa aperta, que a bateria 'arreia', que o caixote bate e desnorteia. Não há distância nesse universo que nos separe!!
Esse recado é pra você, Super Birro:
"Faaaaaaaaaaaala, Super-Super!! Parabéns, meu irmão-herói, irmão-dragão, do peito, do sangue, dos astrais, do amor infinito!!
Esse dia sempre foi muito importante na minha vida. Coisas sempre muito boas me aconteceram exatamente nele e agora não é diferente (mais um grande passo foi dado hoje, acredita?! rs). A primeira delas foi você nascer! Por um acaso do destino cheguei nessa Ilha ao Norte do Velho Mundo 31 anos depois da sua estréia em nossa amada família. Agora escrevo desse lugar que você me apresentou, onde você viveu, deixou amigos, criou história.
Isso já faz 3 anos!! Muita água já rolou Tâmisa abaixo, algum sangue, muito suor e outras lágrimas nesse tempo e experiência que são impossíveis de serem mensurados. Mas só uma coisa se torna cada dia mais difícil de aguentar nisso tudo: a saudade que eu sinto de você por perto.
Beijão, mermão!! Te amo!!!"
domingo, 8 de novembro de 2009
Prazer em Conhecer
Sou aquele que te olha de longe
Que te beija brincando e logo se esconde
Em um mundo onde sonha com o que quiser.
Se és princesa, sou cavaleiro
Senão o mais forte, sempre o primeiro
A desafiar os perigos que puder.
São feitiços e vilões, reis e dragões
Mas nenhuma aventura é tão grande
Quanto a curiosidade pelo o que meus olhos vêem.
Penso em seu colo ao sentir o frio chegar
E admito que preciso de muito mais do que eu mesmo.
Deixarias um violão sorrir pra você?
Então aceita minha melodia como presente
E se caso deparar-se com a dúvida do tentar,
Prometa ouvir um sussurro eloqüente
Na suave canção que me pede para chorar
Naquela nota em que se chama alguém de amor.
As folhas de Outono
domingo, 1 de novembro de 2009
domingo, 9 de agosto de 2009
Eu queria ser um Monty Python!
Puuuuuuuuuuuu..., infinito!! Impossível resumir a felicidade e a sensação de dever cumprido ao assistir "Spamalot" ou "Monty Python em busca do Cálice Sagrado" (o que seria o título em português). Cresci vendo e revendo o filme que sintetiza o que há de melhor no humor inglês personificado pelo grupo formado por John Cleese, Terry Jones, Michael Palin, Eric Idle, Graham Chapman e pelo americano Terry Gilliam (foto abaixo). Se você não reconhece os nomes, ou pior, não conhece o Monty Python, corra porque pode não haver amanhã!
Lembro quando cheguei em Londres e andava pela principal rua da cidade, a Charing Cross Road, cheia de tudo que é bom, morada de vários teatros, e me deparei com o prédio magnânimo do Palace Theatre numa das esquinas onde a coisa ferve. Várias fotos nas paredes em torno do prédio mostravam cenas do musical encabeçado na época por Tim Curry, de quem sou fã. Eu já me odiava por não falar inglês na época, mas com isso eu quis me matar. Daria a língua do Lula mais o bigode do Sarney tirado por dentro pra poder assistir esse musical que me remetia aos risos descontrolados em diferentes fases da vida. Mas como é sabido, fiquei até há pouco sem fazer parte dessa platéia por não querer pagar e correr o risco de não entender nada. Isso virou passado, graças a Deus e a um pouco de vergonha na cara!
Antes mesmo da peça começar eu já estava rindo das sacanagens que a orquestra vinha fazendo com uma série de trilhas de filmes e desenhos animados. Tudo performatizado, como se a execução perfeita não bastasse. Não dá pra descrever o espetáculo inteiro, então vou dizer que foi muito, muito melhor do que eu esperava (e eu esperava bastante!), que é adaptação do filme/título mas com várias tiradas de outros do grupo. Saí de lá com câimbra no abdomem e com a cara dormente de tanto rir. Elenco maravilhoso, afinadíssimo, sacana, rápido, com um timing mais do que perfeito como pedem as melhores comédias. Apesar do pouco tempo e de muito fresco na memória, eu já tava pensando em assistir de novo quando saiu de cartaz depois de anos de sucesso. Perdi a montagem com o Tim Curry no papel do Rei Arthur (ele levou o prêmio de melhor ator e a peça outros tantos, incluindo o de melhor musical em 2007), mas ganhei um sorriso que dura até hoje só de lembrar do que vi. Melhor do que o filme! Um dia eu explico 'ao vivo' como isso é possível.
Desde que me entendo por gente (???) sempre houve a indústria do 'escreva um livro, adapte pro cinema, leve pro palco' (não necessariamente nessa ordem...), mas agora o negócio tá demais. Antes o filme ou o livro precisavam ser bons pra garantir algum interesse no formato teatral. Agora basta fazer dinheiro que a coisa vira caça-níquel também entre as coxias. Logo que 'Spamalot' saiu de cena entrou 'Priscilla, a Rainha do Deserto' no seu lugar. Existem vários outros exemplos rolando por aqui. Nada contra o filme em questão. Pelo contrário. Mas assistí-lo no telão já foi viadagem bastante.
Pro confere do Palace Theatre (ainda mais bonito que o Lyceum e dono do bar de teatro mais lindo que já vi na vida):
http://www.arthurlloyd.co.uk/PalaceTheatre.htm
sábado, 18 de julho de 2009
The Lion King
Não vou nem descrever a aventura que precedeu a ida a um dos espetáculos mais vistos e melhor produzidos do mundo porque quem conhece sabe que eu vou falar de tudo menos da peça em si. Finalmente fiz minha estréia nas platéias da 'Broadway Londrina' assistindo ao "Rei Leão". Não era a primeira escolha, mesmo querendo muito ver a adaptação do desenho para os palcos, já que fatores como ingressos disponíveis, dia/horário e preço influenciaram bastante pra inaugurar minha temporada teatral assistindo a saga do Simba.
Teatro lotado, muitos adultos, pouquíssimas crianças (turistada!) preenchendo os 2000 lugares do Lyceum Theatre. Cheguei cedo com mais dois amigos e fomos molhar a goela no bar antes das cortinas abrirem. É porque eu não tenho jeito mesmo, mas é totalmente desaconselhável. Qualquer drink é um roubo. Mas era uma ocasião especial, sabe como é...
Teatro lotado, muitos adultos, pouquíssimas crianças (turistada!) preenchendo os 2000 lugares do Lyceum Theatre. Cheguei cedo com mais dois amigos e fomos molhar a goela no bar antes das cortinas abrirem. É porque eu não tenho jeito mesmo, mas é totalmente desaconselhável. Qualquer drink é um roubo. Mas era uma ocasião especial, sabe como é...
Como era a minha 'primeira vez', fiquei ainda mais ligado, atento aos detalhes e no contraste com os teatros e produções que carrego no histórico brazuca. Uma orquestra fenomenal no fosso em frente ao palco se encarregava da trilha sonora, incidental, sonoplastia em geral juntamente com dois músicos (absurdos!) situados em dois camarotes dos lados do palco cercados por todos instrumentos de percussão possíveis. Começou a peça (a viagem, melhor dizendo) e a estampa da minha cara de babaca. Atores/cantores/dançarinos, cenografia, palco, figurino, coreografia, etc., me enchiam os olhos a cada minuto. O palco é algo a parte, acho até que seja o protagonista do espetáculo, pois se transforma em vários cenários, virando montanha, caverna, planície, uma infinidade de coisas que mostram o que a de melhor na mistura dinheiro, profissionalismo e talento.
A peça acabou e eu feliz feito criança, quase gritanto "mais um!!" (não deviam vender álcool lá dentro...), doido pra saber quando e qual seria a próxima experiência a me deixar de queixo caído. Bravo!Não deixem de ver/ler sobre o teatrão:
sexta-feira, 17 de julho de 2009
O Show!!
É, pessoal..., se eu pudesse imaginar há anos atrás que um dia eu assistiria a Dave Matthews Band em Londres, talvez eu tivesse vindo antes pra começar o 'aquecimento' mais cedo.Eu já tinha ido na 02 Academy Brixton umas duas vezes (show da Alanis e do Alter Bridge), o que é sempre um prazer pelo lugar que é. Não pela área, mas pela casa em si. Uma coisa meio teatro com pista embaixo e cadeiras no parte de cima. Cerveja gelada em vários bares de fácil acesso e chances de ficar perto do palco sem ter que se matar. Perfect!
De novidade dessa vez foi só o tamanho da fila pra entrar que contornava o quarteirão. Literalmente. Mas a coisa é altamente organizada e em poucos minutos eu e a turma aqui de casa estávamos dentro e tranquilos pra escolhermos o melhor lugar no gargarejo. Não demorou pra banda de abertura começar a tocar (não lembro o nome, mas era boa) apresentada à platéia pelo próprio Dave Matthews. O cara, na maior simplicidade do mundo, largadão, entrou no palco cru, quase sem luz, sem nenhum guéri-guéri que precede o 'dono da bola' pra pedir palmas pros sei lá quem e dar boa noite pra galera. A partir daí, todo mundo ficou ainda mais feliz!
Começa o show principal e logo de cara aquela pressão cheia de qualidade que só grandes bandas conseguem impôr. O cara canta muito, toca muito, e os músicos que o acompanham são sacanagem. Pra minha surpresa, encontrei meu amigo-camarada Marquinhos Jah (ele que me encontrou) no meio daquela muvuca e o que tava bom pra cacete ficou ainda melhor. Depois de um ano sem ver o cara, esbarrão num evento desses virou comemoração! Todos vibravam a cada música mesmo muitas sendo do novo cd que ainda não ouvi. Sempre admirei o violão do cara, mas ao vivo a coisa é ainda mais 'sinistra'. A construção melódica das músicas é ducacete, apoiadas pelos metais, violino, teclados, fora guitarra e baixo de altíssimo nível e batera que dispensa maiores comentários. O cara é reconhecido como um dos melhores da atualidade.
E o Dave (figuraça!) compõe e arranja as músicas pensando em toda a banda, dividindo irmamente a coisa, todo músico se destaca, brilha toda hora. Quando começou eu achava que o 'Davi Mateus' tava meio bêbado, falando enrolado pra cacete e jogando umas piadas muito rápidas sempre meio cambaleante, mas era só o cara soltar a garganta e destruir a viola que a impressão partia. Depois acessei uns vídeos mais antigos e vi que o cara é assim mesmo.
Já disse que se a banda voltar a tocar aqui e eu estiver na área, tô lá de novo. Foi uma das melhores coisas que já vi na vida. E dois dias antes o cara tava tocando no Hyde Park no show do Bruce Springsteen e tava numa sequência de uns 4 ou 5 direto. Haja gogó!
O lugar: http://www.o2academybrixton.co.uk/
A banda: http://www.davematthewsband.com/
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Diversão e Arte
Chega de esbórnia e vamos colocar um pouco de cultura nesse negócio! Já conheço pubs e variações de cerveja suficiente pra ter coisa pra contar até pros bisnetos 'non stop'. Por isso decidi que é hora de apreciar uma das coisas que Londres tem de melhor: os teatros. Todas as grandes produções e estrelas do meio teatral e cinematográfico passam por 'West End', a Broadway inglesa. Há espetáculos com ingressos esgotados por meses, como o 'Esperando Godot' (Samuel Beckett, 1949) com os grandes Sir Ian McKellen e Patrick Stewart. Pra quem não ligou os nomes às pessoas, são os intérpretes dos mutantes Magneto e Prof. Xavier na franquia X-MEN, respectivamente. Se ainda não sabe quem é, mesmo com a foto acima, clique no botão de fechar no canto direito da página, por favor.
Eu fiz uma lista do que quero assistir e não é pequena. Tudo que é bom tá aqui. Falta tempo, e principalmente, grana. Mas pra quem gosta é imperdível, ainda mais porque esse tipo de espetáculo nunca irá para o Brasil com esse elenco, e mesmo sendo adaptado pros palcos tupiniquins com produções desse nível, custarão 10 vezes mais e provavelmente irão direto pra SP. Quem merece? Por essas e outras dei o pontapé inicial para o cumprimento da lista priorizando os musicais, já que como o nome já diz, tem mais música, coreografia, figurino, show no melhor sentido da palavra, do que texto 'teatrão', o que inviabiliza o entendimento total da coisa muitas vezes. Esses podem esperar o Inglês melhorar e as finanças sairem do coma.
Abaixo, o link da Wikipedia contando um pouco da história de West End com a lista dos teatros e espetáculos em cartaz.
terça-feira, 14 de julho de 2009
A viagem quase sem fim
Eu tento manter uma certa cronologia dos fatos por aqui mas é inútil. Depois de vários problemas de ordem mental, biliar, financeira, enfim, de muitos, volto ao blog trazido pela pergunta do meu amigo Guilherme Loucura no espaço dos comentários. Caro Loucura, eu também achei que o blog tinha morrido, pois nunca mais olhei-o nos 'córnios'. E logo eu que estava tão orgulhoso por ter começado o ano atualizando o moribundo...
Culpa da crise mundial, do Lula, dos Sarneys, das Pqpariram todos eles!!!
Mas como não posso deixar uma saga sem final, vamô lá. Resumo porco pra fechar:
Dia claro e trem pra Bath (foto 1). Coisa linda, história pura. Voltamos fim de tarde, e cumprindo um certo ritual, partimos pra noitada evitando lugares da moda. Passamos em frente a um bar de nome esquisito, e só porque não se tinha nada a perder, entramos. "Start the Bus" é um pub grande e pra gente grande. Sem essa de querer ser visto. Neguinho vai lá pra ser achado. Foi entrar e ficar até fechar. Redenção total.
Manhã seguinte, último día 'útil' da viagem. De mapa na mão fomos peregrinar em busca da tal 'Clifton Bridge' (foto 2), uma ponte suspensa enorme que é atração turística da cidade. Depois de rodar meio mundo seguindo as orientações do Zero Dois, resolvi questionar o GPS bebum do malandro. Estávamos andando há horas e ponte que era bom, nada. Nem tinha como ser diferente, já que o cara tava lendo o mapa de cabeça pra baixo. Isso quer dizer que a gente andou kms pro lado oposto. Fiquei puto, ele me pagou uma caixa e ficou tudo certo.
Ponte linda, alta pra cacete, visual uódafuck e frio maior ainda. Andamos tudo de volta feito uns pagadores de promessa e paramos no "Start the Bus" pra dar um tchau de goela molhada. Sede morta, algumas fotos no parque no meio do caminho pra aquela chapada dos sonhos.
The End.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Mudança de hábito
Eu já vinha dizendo há bastante tempo que queria dar um tempo na cerveja (tem uns 15 anos...), que com ela eu não tenho limite, que a ingrata me mantém barrigudo, essas coisas. Pra quem quer opções pra molhar o bico, Londres é um prato, quero dizer, um copo cheio. Bebidas do mundo inteiro e várias num preço bem acessível. Vinho principalmente. Nunca tomei tanto vinho francês, italiano, chileno quanto agora. Tudo pra ver se eu largo da loura gelada e dessa forma de barril.Mas com um comercial desses fica muito mais fácil!
"I love Periquita!"
terça-feira, 17 de março de 2009
"You say you want a Revolution..."
Chegou a noite e com ela uma sede danada. Sexta-feira e estávamos animados, doidos pra tocarmos o terror por aquelas bandas. Fomos em direção ao barzinho do blues pra checarmos o que estava rolando. A banda dessa vez não tinha muita graça e o casal de meninas não estava lá. Nenhum motivo pra ficar então. Continuamos peregrinando de bar em bar com aquele instinto pegador no olhar. Foi quando passamos em frente ao ‘Revolution’ (rede grande de bares bem transados, seletos, especializados em drinks a base de vodka). Vários seguranças na beca e um pessoal bem bonito lá dentro. Vimos que o nível do lugar era acima da média, que estava rolando uma festança numa área VIP e que esse negócio de vodka e mulher é uma combinação que dá um caldo danado. Não tivemos dúvidas. O risco de sermos barrados era grande, mas fingindo normalidade, entramos. Canja certa!
Entrei e fiquei tentando entender o cardápio de cachaça que tinha trocentos drinks que eu nunca tinha visto ao mesmo tempo que fazia o reconhecimento do terreno. Pedimos logo uma jarra de não sei lá o quê pra ajudar no ‘approach’. Nisso, eu e o Zero Dois naquela atividade trabalhando pela inserção na cultura local e começando a estranhar a falta de atitude por parte da fauna bristoniana. Mulher sobrando, várias beldades, e neguinho nem aí, nada acontecia. Mesas lotadas lá fora e maluco se vomitando nas pernas. Ficamos rodando o bar, mudando o leque de locações, mas era tudo mais do mesmo. Nada acontecia, mulherada não dando a menor confiança, o povo só querendo saber de manguaçar, ninguém pegava ninguém, um zero a zero triste de se ver. Foi quando decidimos pelo wasari antes que tomássemos um ippon.
Revoltados com o Revolution, atravessamos a rua na esperança de tirarmos o zero do placar. O ‘The Slug and Lettuce’ (outra rede grande de bares estilosos) logo em frente estava fechando as portas, mas tinha uma entrada lateral com um certo movimento e partimos pra dentro. Subimos as escadas e a coisa parecia uma festa particular, mas estava animada, ninguém perguntou nada e antes mesmo disso eu já tava no balcão pedindo umas. Eu e Zero Dois tomávamos outras vodkas olhando aquela mulherada um tanto diferente (não tinha uma loira! Raríssimo!!), uns malucos dançando estranho ao som de uma música ruim de doer ouvido de defunto. Se eu não estivesse num estágio manguaceiro avançado teria percebido do que se tratava antes, logo assim que chegamos, mas cachaça é aquilo...
Era uma festa totalmente indiana, aniversário de algo ou alguém, reunindo uma galera mais light do Islã e outras tantas religiões, uma turma hindu jovem e alegre, mas fechada em si, sem muitos interesses no que se refere a comunhão do espírito através da penetração da carne. Cheguei numa menina linda com olhos que me lembraram doces jabuticabas, cabelos negros e escorridos, mas que na minha terceira pergunta cheia de dentes saiu correndo rumo à Meca. Logo depois percebi que olhares ferozes e os até então desconhecidos ‘Cantos de Alá’ (aláoqueaquelefiladaputatáfazendo!) se dirigiam ao pobre amigo que vos escreve voodoomizando-o. Vi que era hora de tirar nosso time de campo se não quisesse encerrar a carreira por ali mesmo. E a essa altura o estômago já rugia feroz e eu só conseguia pensar em acordar a tempo do café da manhã seguinte. “A saideira, por favor!” pra arrematar e lá fomos nós embora impressionados com tanta gente brocha junta numa noite só.
segunda-feira, 16 de março de 2009
"Garçom..., uma média, por favor!"
Eu sempre disse que a única vantagem de ir dormir antes do Sol raiar é conseguir levantar antes dele se pôr. Sendo assim, foi-me possível acordar a tempo de pegar o tão esperado café da manhã do famoso hotel. Parti pro restaurante com uma fome de 47 mendigos somada a minha temida gula. A intenção era a de sempre: comer até passar mal. Isso também pra não comer mais nada o dia inteiro e ter aquele espaço garantido pra cerveja nos pint-stops ao longo do dia.Uma das coisas mais tradicionais no Reino Unido é o tal do “English Breakfast”. Este consiste em ovos fritos ou mexidos, bacon, cogumelos, feijão (o 'baked beans', uma merda!), linguiça, torrada frita (??), tomate, outras coisas difíceis de explicar, e café ou chá, claro. É pesado, super calórico, algo que não estamos acostumados a comer, muito menos pela manhã. Mas eu matei uns 3, fora o sucrilhos, os sucos, metade da mesa de frios e uma maçã que enfiei no bolso. Há testemunhas. Indignadas com minha educação de Lorde, diga-se de passagem.
Com o botão da calça aberto e sem conseguir respirar, eu só pensava em voltar pro quarto e dormir até anoitecer e partir pro que a cidade tinha de bom (pelo menos pra mim). Mas a intenção era conhecer o máximo possível, inclusive as cidades vizinhas. Eu já tinha até esquecido o que tinha ido fazer lá. Sorte minha é que o fiel escudeiro Sandro Zero Dois não fugiu daquela cena dantesca e se prontificou a me desentalar da mesa e a me rolar escadas á baixo.
sábado, 14 de março de 2009
Bristol e outras observações
Depois do showzinho nada nos restou senão voltar pro hotel. Pelo menos nos hospedamos num 4 estrelas no centro da cidade, cercado por grandes shoppings lotados de mulheres gatas viciadas em vitrines, chique á valer!!É muito chato voltar cedo pra 'casa', muito mais se tratando de um boêmio de nascença como eu. Uma das coisas que me fazem duvidar da minha permanência nessa terra por muito tempo é o horário em que os bares fecham as portas. Cachaça aqui é visto como um problema de saúde pública, já que o povo é manguaceiro de cair e perder os dentes. Não pense que são só os caras que enfiam o pé. A mulherada bebe feito homem, enterra a cara no tal do ‘shot’, do ‘spirit’, na bebida quente que desce rasgando. Nunca tinha visto um negócio desses. E olha que dessa matéria eu entendo!
Enfim, além da manguáça que está no sangue, de ser algo da cultura dos caras (minha cerveja de cabeceira é fabricada desde 1366), de espantar o frio ou deixar o corpo dormente não tintindo nada, tem o fator violência. O descontrole dos hooligans e o estrago que esses vândalos do futebol inglês (e outros arruaceiros) causam ficam ainda maiores com o ‘tanque cheio’. Então se o bar fecha altas horas da madrugada, há mais tempo pra encher a cara, mais maluco na rua, mais acidentes de trânsito, mais polícia mobilizada, mais dinheiro pra financiar os estragos e os reflexos no gasto público, etc., etc. Falando em público, aqui tem algo que não temos (pelo menos no sentido real do termo): opinião pública. O cidadão paga imposto, vota, cobra. Quem tá na Câmara tem que responder, daí se cria esse tipo de lei visando o coletivo. Fácil de entender porque é igualzinho ao Brasil.
Os pubs normalmente fecham às 23h, sendo que alguns fecham às 0h ou até 1h, mas estes tem que ter uma licença especial pra isso. Se você quiser ‘continuar os trabalhos’, só indo pra um night club, pra uma boate. Aí tem pra todos os gostos. Só prepara o bolso pra facada porque além do preço pra entrar, você bebe a metade e paga o dobro (como em qualquer boate da vida...).
Mas bem, tudo isso pra dizer que viver sob regras que visam a ordem é bom, mas pra mim é ruim. É ruim pra mim, mas é bom pro indiano mercenário 24h aqui do lado de casa, porque é nele que eu passo antes pra tomar minhas saideiras sem ninguém me expulsando depois das 11 da noite. Ah, não é permitido beber onde se compra, nem no ônibus, nem no trem, no metrô ou em alguns lugares públicos. Vai pra casa se quiser beber, pé-inchado-miserável!! Legal, né?!
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Voltando à vaca congelada
Não me esqueci que comecei a contar sobre um certo bico no balde, mochilão, trem, viagem ao interior da Inglaterra, etc. Só tô sem tempo e tentando me recuperar da última ressaca, que como tantas outras, está demorando cada vez mais pra me largar.
Mas enquanto não consigo escrever sobre a ida à Bristol e arredores (gosto muito dos arredores...), aí vai um vídeo feito num bar muito legal da cidade e perto do hotel onde fiquei. Créditos pro Sandro 02 que estava com a câmera pronta pra momentos como estes, já que a minha tá sempre sem bateria ou disable de alguma forma.
Batíamos perna tentando conhecer o maior número de botecos possível quando fui fisgado pelo som que atravessava a esquina. De frente pro crime constatamos que lá rolava um jazz simpático, o nome do bar era super sugestivo, a cerveja gelada (um pouco cara, mas sem couvert, mais que justo), uma garçonete gatinha, um casal de meninas num amasso lindo de morrer, enfim..., altamente recomendável!
Pra quem quiser dar um confere: http://www.tantric-jazz.co.uk/
Em março eu conto o resto. Inté!
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Pau que nasce torto...
Hoje liguei pra casa e consegui algo raro. Falei com pai, mãe, irmã, cunhado, sobrinha, com o núcleo da família amada que marca presença diária na saudade que bate no peito numa tacada só. Mesmo tentando me esquecer de mais um carnaval perdido, não tive como não perguntar como foi tudo, quem ganhou esse ano na Sapucaí, se a cidade bombava, se ainda se festejava..., essas coisas que só o masoquismo explica.Conversando com mamãe e recebendo as velhas recomendações não seguidas de sempre, me lembrei de uma foto 'das antigas' que depõe ao meu favor. Se não me absolve, pelo menos prova que essa minha felicidade ao ver o garçom trazendo uma ampola gelada não é de hoje!
A fome faz o Homem
Já era quase um adulto quando conheci abobrinha. Foi há muitos anos, quando comecei a morar sozinho e tinha que almoçar em pensão se quisesse fugir do fiel miojo que dividia comigo as alegrias e tristezas da minha nova vida de jovem “independente”. Pois é, era na “Pensão da Tia Cema” que eu parava depois de sair do colégio atraído pelo cartaz que oferecia uma carne, uma salada, e o melhor: arroz, feijão e farofa à vontade. Tudo isso por um irresistível baixo custo.Pois bem, subia eu então quase todos os dias por aquela apertada e comprida escadinha para compartilhar com a plebe um lugar exagerado na simplicidade, composto por mesas compridas cobertas por um plástico xadrez vermelho (igual aos de encapar livro no primário) e garrafas gordas de água. Pagava na entrada em troca de uma ficha para pegar a fila que iria matar a minha fome internacionalmente respeitada. Talvez tenha sido um dos primeiros laboratórios que fiz como ator, mesmo que de forma involuntária, pois todos ali dentro eram personagens interessantes. Inclusive eu, sujeito que não via a hora da fila andar e alcançar a bandeja encardida pelo farto uso com direito a um prato, talheres e a uma tigela de aço inox.
Eu e meus desafortunados companheiros de perrengue nos postávamos em forma de bandejão e sorríamos de acordo com a aproximação das “tias” que faziam os pratos. Esticávamos os braços para que elas pudessem nos encher de alegria colocando o arroz, o feijão e a farofa até pedirmos pra parar. O meu problema, como o de alguns outros, e que eu nunca soube como fazê-lo. Vai ser olhudo assim lá longe!! Gostava de ver o feijão transbordando, a farofa formando aquele castelo de areia, e a tia perguntando-exclamando indignada: “Tá bom não, menino?? Deus me livre e guarde!!”. Eu só me dava por satisfeito quando começava a sentir o braço tremer pelo esforço ao sustentar aquele absurdo que eu insistia em chamar de refeição.
Como nem tudo são flores, as tias tinham uma forma de se vingar da minha gula implacável. Ao servir a carne (quase sempre um ensopado) e a salada (regada a vinagre pra disfarçar o que fosse), muitas vezes elas colocavam pra mim somente 'a conta' de comida, o que me fazia sentir desprivilegiado em relação ao faminto da frente. Eu mandava aquela 'choradinha', mas nem sempre funcionava.
Com o passar do tempo me tornei conhecido no recinto, fazendo assim uma certa amizade com as tias que sorriam ao verem me gabar daquele prato regado. Muita coisa que não imaginava comer quando moleque me fazia lamber os beiços lá na “Tia Cema”. Sentava ao lado de tudo quanto é tipo de gente, uma peãozada de fazer inveja à construção civil e a novela “Pantanal”. Aprendi técnicas fundamentais de sobrevivência nessa concorrida selva de pedra. Principalmente no que se refere ao manuseio e aplicação da argamassa feita com feijão e farinha. Aprendi como abraçar um prato e protegê-lo com toda a gana. Aprendi também a técnica do ancinho que consiste em “alargar” os dentes do garfo com a faca a fim de potencializar a capacidade de escavação da obra em questão.
Até o dia em que conheci a abobrinha. De cara não entendi por que gritavam pra cozinha pedindo abobrinha se o quadro negro lá embaixo ao pé da porta de entrada não citava a iguaria. Depois é que percebi se tratar da mais nova ajudante apelidada carinhosamente pelas tias pelo seu jeito meio mole, meio desconjuntada, meio nada demais de frente ou de costas. Mas uma coisa não se podia negar: como era cheirosa. Ela passou por mim um dia e mandei logo: “Nossa, que gostosura!”. A leguminosa olhou pra trás, deu um sorrisinho e respondeu: "Imagine temperada...!". Foi aí que o paio subiu, o azeite jorrou e a batata dela começou a assar. Engoli o famoso bate-entope em recorde jamais visto e parti pro banheiro, que coincidentemente, era dentro da cozinha. Ao entrar já a encontrei toda aberta, pronta para receber o bacon que aquela altura começava a virar torresmo. Então comi! Comi com gosto!! Me senti uma espécie de lagarta pondo seus ovos na horta. Nem os gritos que procuravam abobrinha me impediram de plantar a mandioca no meio daquele ambiente fétido que também guardava o estoque e os segredos daquela boa culinária.
Nunca mais nenhum cardápio me trouxe tanta satisfação. Anos depois a pensão fechou. Dela levei estórias e algumas baratinhas francesas de recordação. Tudo bem que graças a esse episódio não posso mais entrar em restaurantes “self-service” que tenham abobrinha no menu, pois só de sentir o cheiro fico super excitado e posso ter sérios problemas com isso, principalmente com quem segue na minha frente na fila. Mas o mais importante é que essa experiência me abriu os olhos para uma centena de possibilidades gastronômicas. Moqueca de Piranha, por exemplo. Mas vamos deixar essa pra um outro dia.
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