Puuuuuuuuuuuu..., infinito!! Impossível resumir a felicidade e a sensação de dever cumprido ao assistir "Spamalot" ou "Monty Python em busca do Cálice Sagrado" (o que seria o título em português). Cresci vendo e revendo o filme que sintetiza o que há de melhor no humor inglês personificado pelo grupo formado por John Cleese, Terry Jones, Michael Palin, Eric Idle, Graham Chapman e pelo americano Terry Gilliam (foto abaixo). Se você não reconhece os nomes, ou pior, não conhece o Monty Python, corra porque pode não haver amanhã!
Antes mesmo da peça começar eu já estava rindo das sacanagens que a orquestra vinha fazendo com uma série de trilhas de filmes e desenhos animados. Tudo performatizado, como se a execução perfeita não bastasse. Não dá pra descrever o espetáculo inteiro, então vou dizer que foi muito, muito melhor do que eu esperava (e eu esperava bastante!), que é adaptação do filme/título mas com várias tiradas de outros do grupo. Saí de lá com câimbra no abdomem e com a cara dormente de tanto rir. Elenco maravilhoso, afinadíssimo, sacana, rápido, com um timing mais do que perfeito como pedem as melhores comédias. Apesar do pouco tempo e de muito fresco na memória, eu já tava pensando em assistir de novo quando saiu de cartaz depois de anos de sucesso. Perdi a montagem com o Tim Curry no papel do Rei Arthur (ele levou o prêmio de melhor ator e a peça outros tantos, incluindo o de melhor musical em 2007), mas ganhei um sorriso que dura até hoje só de lembrar do que vi. Melhor do que o filme! Um dia eu explico 'ao vivo' como isso é possível.
Desde que me entendo por gente (???) sempre houve a indústria do 'escreva um livro, adapte pro cinema, leve pro palco' (não necessariamente nessa ordem...), mas agora o negócio tá demais. Antes o filme ou o livro precisavam ser bons pra garantir algum interesse no formato teatral. Agora basta fazer dinheiro que a coisa vira caça-níquel também entre as coxias. Logo que 'Spamalot' saiu de cena entrou 'Priscilla, a Rainha do Deserto' no seu lugar. Existem vários outros exemplos rolando por aqui. Nada contra o filme em questão. Pelo contrário. Mas assistí-lo no telão já foi viadagem bastante.
Pro confere do Palace Theatre (ainda mais bonito que o Lyceum e dono do bar de teatro mais lindo que já vi na vida):
http://www.arthurlloyd.co.uk/PalaceTheatre.htm










