foto furuta
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Sessão 'Flash Back'! - Parte V
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Sessão 'Flash Back'! - Parte IV

Isso me faz lembrar a época que eu, junto com um companheiro de manguáça daqueles anos, trabalhava numa empresa na Av. Almirante Barroso no centro do RJ e tirava a hora do almoço pra tentar compensar a aporrinhação do dia a dia. Almoço é modo de falar, porque graças ao nosso hobby cachaceiro, lanchávamos muitas vezes para poder vender ou guardar os tickets-refeição para os porres dos fins de semana ou qualquer outro evento etílico de ocasião. Então, não podíamos ver uma daquelas promoções de “Refresco + Salgado = 1 Real” que parávamos logo pra dar uma olhada no veneno em forma de quitute.
Nessa rota suicida derivada dos tempos da pindaíba, nós encontramos várias massarocas não identificadas, e mesmo assim não dávamos trégua, pois macho que é macho come mermo!! Quando queríamos “comer bem”, íamos ao "Árabe" (Travessa dos Poetas) e enchíamos a cara de quibe e chopp. Era certo voltar pro trabalho meio doido e arrotando cebola com molho de alho.
Numa dessas empreitadas, resolvemos procurar um outro fornecedor de drogas, pois não agüentávamos mais comer os salgados quase crús do “Itahy Lanches”. Eu pedia uma esfirra e parecia que tava comendo uma bóia de braço. Meu ébrio colega cometia uma mistura de suruba com as raízes e canibalismo antropofágico ao comer dois italianos de uma vez só. Eram cenas muito pesadas, e mais pesadas ainda ficavam quando batia o refresco de água suja por cima disso tudo. Rodamos muito pra encontrarmos um novo “Bate e Entope” em promoção. O “Ilha dos Sucos Lanches”, onde comíamos e difamávamos, tinha fechado. O filho da puta fechou e não avisou a ninguém! Até hoje eu tenho uns 15 contos em vale daquela porra!! O salgado de lá era ruim, mas era melhor do que os outros. Achamos que depois dessa indigesta surpresa não tínhamos mais pra onde correr.
Sem tempo para continuar a expedição, pressionados pela fome e desesperados com a idéia de voltar para o trabalho, tentamos lembrar qual seria a opção mais próxima. A “Pastelaria do Oriente” era logo ao lado (Rua México) , mas tínhamos feito a promessa de não nos envenenarmos mais lá. Mas como nenhum dos dois nunca teve palavra nenhuma, fomos pra lá mesmo.
Uma vez eu chamei a pastelaria de “Embaixada - Importadora Chinesa de mão-de-obra Clandestina”, pois a cada semana aparecia um china diferente por lá. Somente olhos apurados podem distinguir um chinês do outro. O que facilitava era que os mais antigos já sabiam falar “obligado” e os novos nem isso. Pedi então, em português bem claro, uma promoção:
- Caine, quexo, camalão ou flango, me perguntou o oriental!
- Frango com refresco de laranja, eu disse.
- Larancha?
- É..., “larancha”!!!
Enquanto um dos novos chineses providenciava o complexo pedido, eu observava mais uma vez sem acreditar ser possível um lugar daquele continuar aberto e bem no centro do centro do Rio de Janeiro. O chão era imundo. Os copos ficavam enfileirados em cima de uma pia prontos para receberem o caldo de cana. Ao retirar a jarra cheia do caldo que era jorrado nos copos (a máquina do caldo ficava pingando e molhando o chão sem parar), se espalhava e se pisava naquele troço todo que logo virava uma gosma igual a um piche preto e grudento. Costumo dizer que tá pra nascer sujeito mais porco que chinês (não vamos generalizar, apenas alguns milhões). As camisas, que eram brancas, pareciam uma mistura de pano de chão com colete à prova de balas, pois eram emporcalhadas e duras de tanto que eles limpavam as mãos sujas com aquelas unhas grandes e pretas que mais pareciam ter saído de um bueiro. Nem todos os salgados eram ruins. Eram até bonitos, mas o lugar poderia ser interditado à primeira vista. Se ali no balcão já era assim, imagina lá dentro! Também, o que esperar de uns caras que comem cachorro (nem todos, não há tanto cachorro assim...)?!
Daí chega o meu lanche, se é que se pode chamar aquilo assim. O refresco estava cheio de gelo. Eu, gripado, pedi para que o china tirasse o gelo pra mim. Ele demorou, mas acabou entendendo. Foi pra trás de uma espécie de divisória e ao trazer o meu copo, percebi algo estranho. Numa mão ele trazia o refresco e a outra ele enxugava na camisa preta de imundice. Olhei para aquela mão pingando com os gominhos da laranja pendurados e sinceramente não acreditei. O filho de uma puta rasgadeira tinha enfiando aquela mão de sarjeta no meu copo?! Até achei que meu sequelado colega iria falar alguma coisa na hora, mas ele só comentou comigo dias depois sobre um certo "flash-back" sobre o chiqueiro shogun. Então pensei: “Posso fazer um confusão ducacete ou beber esse troço ruim e fingir que não vi nada. Depois, se não morrer, nunca mais piso nessa porra”. Então bebi. Bebi até porque quem come num lugar desses tem mais é que se fuder todo mermo! Se o salgado que ninguém viu sendo feito, nem onde, nem por quem, se comia aos montes, não seria aquela água de vala que iria me matar. Não daquela vez!
Como desconfio até hoje, essa pastelada toda deve ser apenas uma fachada para encobrir a imigração ilegal dessa chinesada coreana de Taiwan. E a Vigilância Sanitária é sócia da parada. Tá na cara que qualquer fiscal fecharia o estabelecimento só de olhar! E como negócio, eles não tinham como se manter. Era muito fácil dar calote no China. Se eu, que não sou de fazer essas coisas, comia 2 e só pagava 1, imagina o rombo que a “malandragem” deixava de prejuízo!
Nunca mais fui lá. Nem como mais essas porcarias. Meu triturador de lixo quebrou! E minha “fase avestruz” também acabou. O pior é que continuo fã dos salgados em geral e tô fazendo um sacrifício danado ficando longe deles. Mais é só lembrar dos chineses que a vontade passa na hora!
O curioso é que eu gosto muito da comida chinesa. Gosto de comer a chinesa, mas não sou adepto do croquete chinês. Por isso, estou pensando seriamente em propôr uma lei que proíba a concessão de alvará para “Pastelarias dos Chinas”. Será melhor para todos que ao invés de pastelarias os chinas abram somente lavanderias, pois só assim eles serão obrigados a lavar alguma coisa.
terça-feira, 21 de agosto de 2007
Sessão 'Flash Back'! - Parte III

Olhos que vêem a verdade como algo não só cruel, mas também covarde. Destruidora dos sonhos inspirados na inocência perdida e dos argumentos usados contra a conspiração do banal que nos cerca. Tal afirmação me faz um pessimista pensando alto. Pode ser a rejeição à idade. O chamado “Complexo de Peter Pan” (o meu “preferido”, de fato). Sonhos de um moleque de quinze anos se transformando nos temores de um homem que passou dos trinta. São as dúvidas que nos cercam e que fazem o amanhã variar entre o “eu vou conseguir” e o “seja o que Deus quiser” de todos os dias.
Se a história se repete, não há novidades. O problema é que, na maioria das vezes, vemos a história como platéia e não como atores. Fazer o quê? Se não somos os primeiros, também não seremos os últimos. Um maior controle sobre a troca desses papéis é privilégio dos atores mais antigos, mais experientes. É o velho e manjado “ciclo da vida”. Uma daquelas coisas que somente o tempo nos mostra e traz. Bagagem, estradas, viagens...
Último suspiro, última visão, último copo da saideira. Mais relaxado, com o sangue misturando-se ao álcool majoritário, sorrio e fecho os olhos para o realismo. Dou lugar aos devaneios que poderão me levar a lugares diferentes, aos sonhos, ao romantismo. Mais fácil falar desse do que do outro. Melhor deixar isso pra depois.
O ideal mesmo seria encontrar o melhor fim, se possível ainda no meio, ou com muita sorte, no começo. Identificar e cativar não importa exatamente quando, desde que o objetivo mereça. Agarrar-se ao que faz feliz como um cachorro ao osso roído que ninguém consegue tirar. Felicidade antes do fim, ou final feliz, ou vice-versa, ou vice-vice, ou sei lá o quê. “Fundamental é mesmo o amor...”, como escreveu o maestro em Tom Maior".
Enquanto a última, melhor dizendo, a saideira da saideira não chega, a gente vai caminhando, acaba esquecendo a primeira, a segunda, a terceira vez, e no fim das contas, a história continua.
Sessão 'Flash Back'! - Parte II

Quase todos sentem saudades da infância, em geral muito diferente da que vemos nos dias de hoje. Mas eu acredito ter motivos especiais pra isso. Lembro-me dos meus tempos de criança no balneário francês de San Pierre de La Village. Lugar de lindas paisagens e grande fartura. Farta de mar, farta de onda e farta do que fazer (ok, piada velha, mas lembra a dita cuja época também, né não?!). Mas graças a isso tive uma infância agitada, pois tinha que inventar minhas próprias diversões. Isso significa que passei mais da metade dessa fase maravilhosa “jurado” e fugindo das coças e castigos do Mr.Fields, sujeito admirado pelos seus eleitores, respeitado pelos seus adversários e temido pela molecada pelo seu esporro em voz grossa e patente reconhecida.
Numa de muitas aventuras nesse lugar paradisíaco, eu, Paulo Henrique e Esinho, os três mosquiteiros da Lagoa, sócios-atletas do fazer-o-que-não-presta, decidimos desbravar parte daquele enorme matagal que rodeava a Base Aeronaval da Marinha em busca de novas aventuras e motivos pra tomar porrada em casa. Isso exigia a fundação de um novo clube. Lembro-me agora de como era fácil quando criança fundar um clube. Era “Clube de Caçadores” disso, “Clube de Salvadores” daquilo, variava de acordo com a época. Quando passava a época do caju ou da pitanga, mudávamos o nome para “Clube dos Caçadores de Sirigúela”. Como um sócio de um dos nossos clubes tinha tomado um tiro de sal em uma das reuniões embaixo do pé de carambola do Seu Armindo, desistimos das aventuras com vista nos empréstimos hortifrutigranjeiros á prazo por um tempo.
Esinho, comprovadamente o mais louco de nós, sugeriu então que fundássemos o “Clube da Ciência” a fim de descobrirmos o que toda pessoa normal já sabia. A votação e fundação foram a caminho da farmácia onde seria providenciado o equipamento para a pesquisa. Um litro de álcool, três vidros de formol, algumas seringas e um Vick-Vaporup Nasal pra ver se dava onda.
“Pra quê é que vocês querem essa porra?”, perguntou o Luís da Farmácia no exercício de sua psicologia infantil. “É pra empalhar a bicharada”, respondemos. Frisson na cidade! As bichinhas locais ficaram em polvorosa e faziam fila para que lhes atochássemos serragem (que nada mais é do que pau em pó!) e para poderem brincar com os nossos “Lulús”. Assim as sócias do “Clube da Bisnaga Fresca” chamavam nossos pequenos membros mijatórios infanto-juvenis. Revoltados, decidimos que assim que tivéssemos paus de verdade, fundaríamos o “Clube dos Exterminadores de Roscas Frouxas”.
Bem, voltando à procura do saber cientifico..., pegamos então nossos apetrechos e partimos para o meio da macega. Passamos o dia inteiro caçando qualquer espécie de bicho sem sucesso algum. Parecia que tinham sentido o cheiro de nossas intenções molhadas em formol, pois não achamos nem formiga. Já no final da tarde, próximo às últimas casas da “Vila dos Sargentos”, encontramos o que iria inaugurar nossos estudos e que transformaríamos na vedete da Feira de Ciências daquele ano. Era um sapo-boi de quase dois palmos de tamanho, feio e gordo. Tudo bem que não existe sapo-boi bonito e magro, mas esse era a cara do Jabah de Hutt do filme “O Retorno do Jedi”.
Não pensamos duas vezes! Enchemos nossas seringas com aquele coquetel mortal e partimos pra cima do bicho!! Quando apontei aquela arma venenosa para o anfíbio-bovino ele deu um pulo pra frente e nós demos dois pra trás. Nos vimos num impasse. Quem iria injetar aquele troço num bicho pré-histórico que nem aquele? E se ele agarrasse o meu pé e quebrasse os meus dedos com aqueles braços marombados? E se ele mijasse em nossos olhos? Ninguém queria correr o risco (a essa altura o sapo já tinha virado um jacaré do papo amarelo!)! Tiramos a sorte no zerinho ou um, e é claro, lá fui eu furar o mutante. Após vários cálculos, respirei fundo e tampei a seringa na cabeça do sapão. Ele nem se mexeu e eu perdi a minha primeira seringa. O super-girino, além de enorme, tinha uma cabeça de pedra, pois a mortal agulha fez um “looping” na tentativa de perfurá-lo. Irritados com tamanha afronta, nós três começamos uma verdadeira sessão de acunpultura nazista no saltitante obeso que nos ignorava.
Quando achávamos que finalmente tinha morrido, ele dava um de seus pulões e nos desmoralizava. Se fosse hoje, eu beberia aquelas seringas todas(*) só pra ver se aquela merda funcionava mermo! Mas não adiantava, o “mal-sapão” não morria de jeito nenhum. Foi quando tivemos a brilhante idéia de cercarmos aquela área com fogo para que ele não pulasse para dentro da Vila onde vários militares e belicosos amigos do meu pai moravam. O fogo, pra variar, fugiu do nosso controle. Estávamos todos cercados, mas também muito dispostos a morrermos pela ciência, desde que conseguíssemos levar o sapo junto, é claro.
Na 94ª injeção de tudo que é ruim, o sapão começou a expelir um líquido branco pelas costas. Gritei desesperado para que saíssemos correndo, pois pior do que mijo de sapo no olho é porra de sapo nos córnios!
No dia seguinte voltamos ao local da experiência “Mengueliniana”. O matagal estava todo queimado. Começamos a procurar o torresmo de Jabah, mas nem sinal do bicho. Encontramos restos de várias outras espécies em extinção, pobres vitimas do nosso plano de jerico, mas o sapão havia conseguido se salvar. Foi a nossa primeira e última incursão no mundo da pesquisa arquibiológica e da Medicina (I)Legal. Depois disso passei a respeitar mais os linguarudos comedores de mosquito. Quando avistava um sapo-boi passando em frente lá de casa eu dava bom dia, boa tarde, pedia licença, essas coisas...
Isso já tem muitos anos. Foi bem antes de filmarem “Duro de Matar” ou “Highlander, o Guerreiro Imortal”, senão eu saberia que os sapos-bois são ancestrais diretos do Bruce Willlis e só morrem se cortarem suas cabeças. Mas o tempo passa e a gente descobre algumas coisas, como por exemplo..., pra quê ir atrás de sapo se eu gosto mesmo é de perereca?
Sessão 'Flash Back'!

Há muito tempo atrás, um velho conhecido e cachaceiro me cobrou insistentemente por um texto, uma crônica, uma resenha, enfim, que eu escrevesse algo mesmo que não soubesse exatamente sobre o quê para que ele pudesse inaugurar um espaço em sua página na web. Num certo sábado veio o ultimato: “Ou você escreve essa porra para a inauguração da home-page na segunda-feira ou não precisa escrever mais porra nenhuma!”.
Sensibilizado com a delicadeza do pedido, me vi na obrigação de raciocinar, pensar em alguma coisa que pudesse ser no mínimo inteligível, mas desisti logo depois da inútil tentativa de acionar meus aposentados neurônios. Mas como o cara me deu carta branca pra escrever qualquer coisa, desde que fosse enviada pra ele até a véspera da estréia de sua página no dia sei lá qual, cheguei a conclusão que realmente não honrava as minhas calças e muito menos um compromisso com um companheiro de copo. Chegou a tal segunda-feira, o dia "D", e não tinha a mínima idéia do que estava a tentar fazer, ora pois!!
Apesar da habitual preguiça, pensei em tentar fazê-lo, mas a verdade é que não conseguiria mesmo se quisesse. É que na véspera, domingo, estive muito ocupado. Fui convocado pelo meu pai, o Mr. Fields, para ir a Saint John of Meriti às 6h da matina para pegar sua irmã e despachá-la a jato para Recife. Muito feliz e bem humorado, parti para essa importante missão cheia de escalas rumo ao Galeão/Tom Jobim. Mais satisfeito ainda fiquei ao chegar em casa e descobrir que esse espírito de bom samaritano que baixou em mim não iria cantar pra subir tão cedo.
Á tarde, depois de cumprida a missão e no meio daquela lombeira depois do almoço, mamãe, a Mrs. Fields, me cobrou uma promessa que havia feito e rapidamente tratado de esquecer. Era o aniversário de 1 ano do filho de uma prima que casou, se mudou e que não via há um tempão. Também era a última chance de rever uma tia que mora na Europa e iria embora no dia seguinte. Tudo isso num pacote só. Depois dessas “surpresas” passei a acreditar que além de todo o universo, os Fields também conspiravam contra mim.
Nada me restou a não ser ir para essa “boca de se fuder” (“foder” é pra quem teve berço cercado de pederastias). Fui, sorri para todos e assumi o meu lado paterno junto ao meu sobrinho no quintal dos brinquedos de plástico. Como não vale nada, o moleque cismou que a piscina de bolas tinha que ser esvaziada e o babaca aqui passou horas catando aquela merda espalhada pra tudo quanto é lado. A criançada gostou tanto da idéia que passou a imitá-lo. Resolvi chutar o balde. Senti a minha veia primata pulsando cada vez mais forte e percebi que era a hora de me juntar aos demais adultos antes que houvesse um infanticídio. Chegando ao salão de festas me deparei com uma cena esquisita. Não havia crianças (todas estavam ocupadas destruindo tudo lá fora) e sim uma dúzia de adultos dançando alegremente ao som do Balão Mágico.
Balão Mágico!! Quem lembra do Balão Mágico?! Nós da geração nascida na década de 70 lembramos perfeitamente daquelas crianças que cantavam acompanhadas do boneco-gigante Fofão, mas para os pequenos da festa aquela música não queria dizer nada.
Se eu estivesse sob o efeito do álcool e afins, não sei qual seria minha reação diante daquela cena. Mas como estava totalmente puro, consegui chegar a algumas óbvias conclusões. Uma delas é que não se faz mais música para crianças há muitos anos. Ouvindo músicas como “Superfantástico”, pude ver como é difícil a infância dos dias de hoje, como se pode castrar ou encurtar essa fase tão importante da vida de um sujeito. Como se não bastasse o fato de estarmos criando essas crianças dentro de apartamentos (quando se tem um) cercados por tantos outros e aprisionadas pela violência e neuroses do mundo moderno em seus mundinhos em forma de play grounds (quando se tem um também), nossas atuais miniaturas de gente são bombardeadas pelo que não presta pra ninguém e muito menos pra elas.
Aposto que, se ao invés do Balão Mágico estivesse tocando alguns desses Funks, Axés, Pagodes e demais porcarias, a criançada estaria lá “rebolando na garrafa”, “dançando na motinha” ou se enfiando a porrada com essa estória de que “um tapinha não dói”. Mas como não era o caso, me restou testemunhar um monte de gente grande cantando e dançando aquelas músicas, que além de todo o saudosismo, eram boas. Tudo o que se refere á criança é importante, é sério. Digo isso porque apesar da aparência jurássica, também já fui uma e trabalhei “com” e “para” elas durante muito tempo. Poderíamos falar sobre essa “distorção dos conceitos da infância” durante horas ou anos, o que não é o caso aqui, mas a verdade é que o bicho tá pegando e ele não se veste mais de Cuca.
Voltemos à festinha. Meu primo se aproximou de mim e ao ver a animação dos marmanjos disse que eles pareciam não ter tido infância. “Que nada”, disse eu, pois justamente por terem tido infância é que eles estavam ali, sem a mínima vergonha, curtindo e relembrando o que foi tão bom.
A verdade é que acabei por gostar do “programão”. Só essa viagem já valeu a pena! E eu só não me juntei á galera pra pegar carona naquela cauda de cometa e ver a Via Láctea, estrada tão bonita, porque eu estava totalmente puro!! Senão, só Deus sabe em que “galáxia” eu iria parar...
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Direto do Front!
sexta-feira, 20 de julho de 2007
"Obá, Obá, Obá...!!"
'The Wimbledon Championship' - Part II
terça-feira, 17 de julho de 2007
'The Wimbledon Championship'
segunda-feira, 9 de julho de 2007
Música para Todos!
quarta-feira, 6 de junho de 2007
'The Lost Boys'
quinta-feira, 24 de maio de 2007
Bebendo com o Inimigo
quinta-feira, 10 de maio de 2007
'Favela' in London
sexta-feira, 4 de maio de 2007
Pelada Inglesa
Como bem lembrou minha velha amiga Natália (falei velha amiga e não amiga velha! rsrsrs), tá na hora de escrever qualquer outra coisa nem que seja só pra mudar o espaço dos comentários pois a postagem anterior já se perdeu completamente no meio da Fani, no fulo do rato do Martina, no 'egoísmo' do Genô, nos anos da Jaca e até no meio do Papa! Falando em Papa e na Fani... SANTO RABO, caro Guilherme! Loucura, Loucura, Loucura!!!!
E já que estamos falando dessa anatomia que é a "alegria do povo" não posso deixar passar em brancas nunvens, quer dizer, em rubro e negras nuvens a maravilhosa conquista do meu MENGÃO sobre o Botafogo semana passada. Só não fiquei mais feliz porque não assisti, não ouvi, não acompanhei a partida! Além da distância que já dificulta tudo, ainda estava a ralar, ora pois! Mas não faz mal! Abri todos os jornais on-line, notícias, blogs e colunas esportivas para exaltar o 'Manto Sagrado', coisa linda de se ver ainda mais estando tão longe de casa..., que maravilha!!
Melhor ainda é saber que meu camarada Sandro, botafoguense safado que saiu daqui rumo à terrinha tirando onda com a minha cara dizendo que estaria no Maraca pra ver a o 'Fogão' ser Campeão (ahahahahaha!!), agora está de cara rachada por ter aprendido da pior forma que não se faz pouco da maior torcida do mundo, que não se desdenha a camisa que é paixão e sinônimo de raça e glória! Pior é que o cara tá indo lá pra casa fazer uma visita aos Fields nesse fim de semana, coitado... Esculacha o alvinegro, Paizão!!!!!
quinta-feira, 26 de abril de 2007
Um dia de Cana

A partir dai uma puxou outra que puxou mais uma e assim sucederam-se. Decidi entao relaxar num parque e assistir ao por do sol sobre o Rio Tamisa. Coloquei os fones de ouvido e esqueci da vida. 'Esqueci' eh forma de falar, porque isso so me fez lembrar. Quando o play chegou no unico registro gravado do som que eu levava com meus queridos 'Verhmes', meus amigos/irmaos Geno e Martina, a cabeca fez uma trip intercontinental, intergalactica! Estavamos entao, gracas a tecnologia em forma de mp3, 'tocando' em terras estrangeiras. Eu ja tinha feito isso antes e achei a maior onda ouvir nosso barulho feito num quarto no fundo de um apartamento em Icarai tocando nas ruas londrinas, mas desta vez foi diferente. A saudade bateu mais forte do que nunca. De posse da latona, sentei num banco do 'Bishop's Park' e viajei no maremoto de lembrancas. Isso ate chegar uma dupla de policiais do nada (antes fossem 'Fucker and Sucker') pra aplicar o que seria a minha primeira 'dura gringa'. Gelei na hora pela minha condicao de todo errado nao importa onde eu esteja. O 'mais big' deles chegou perguntando se aquela cerveja no banco era minha (nao seria capaz de negar uma coisa dessas). Confirmei a paternidade. Ele disse entao que nao era permitido beber ali e que o seu parceiro iria anotar os meus dados e me multar. "PQP", disse eu por dentro com todas as letras! Quando o cara puxou o bloco eu pedi desculpas, disse que nao sabia dessa norma local e que sairia dali imediatamente. Nisso, uma mulher que passava parou pra pedir uma informacao aos 'community polices'. Aproveitei o momento de distracao pra cartar bolsa, lata e vazar. Devo essa salvadora 'saida pela direita' a essa mulher e ao meu anjo da guarda sempre alerta.
Resumo: saudades gigantes de voces, meus caros 'Verhmes'!! Mas por motivos legais ou ilegais preciso mudar o meu repertorio. Pelo menos por enquanto.
terça-feira, 24 de abril de 2007
The Nikity's Guys and Stella
Essa foto foi tirada com minha camera de flash pifado horas antes da fatidica descoberta do estado de coma profundo em que meu laptop ainda se encontra. Como se percebe, nao estou tendo muita sorte com tecno-eletronicos, se eh que posso chama-los assim.
Havia combinado com meu amigo Sandro (esse cara fantasiado de pirata na foto) de tomar umas antes da sua viagem em visita a terrinha brasilis. Moramos a uns 30 minutos de distancia um do outro, mas a correria do dia a dia dificulta fazermos isso com frequencia. Pena, porque o cara eh 'brother'. Alem do fato de ser de Nikiti City, ele eh filho da minha 'mae adotiva' , minha queridissima Nicinha. Mas pra num ficar falando bem demais do cara, eh botafoguense.
Marcamos em Kew Bridge, bairro show de bola aqui, so pra trocar uma ideia e algumas 'pints' antes das suas ferias e de eu ter que encarar mais um turno de trabalho. Peguei o trem pra aquelas bandas (espetaculo de trem) e na saida da estacao parei num 'indiano' pra comprar uma lata (a menor lata de cerveja aqui tem 440ml e a normal 500). 'Indiano' eh como chamo os 'Off Licence' daqui, uma especie de mercearia que nao sei porque tem sempre uma familia inteira cuja as caras e o sotaque nao negam. Assim que abri a latona tocou o celular. Era o cara dizendo que tava sentado na grama em frente ao pub que tinhamos marcado tomando umas latas tambem. Ri e perguntei se ele tinha escutado eu abrir a minha 'Kronenbourg 1664' ja caminhando pra comecarmos os trabalhos.
Cheguei la e tava o cara sentadao curtindo o dia ensolarado com um saco de 'Stella Artois' (cerveja belga muito popular aqui) e bem em frente a uma igrejinha muito maneira com seu pequeno cemiterio de uns 350 anos. Depois de secar os latoes e de discutir sobre a vida la e a vida aqui, bateu aquela vontade incontrolavel de esvaziar as bexigas. De imediato, olhamos para as varias arvores ao redor. Mas como fazer isso na frente das criancas, das mamaes e dos velhinhos passeando por aqui? Se fosse no Brasil...
Levantamos e fomos pro pub em frente a procura de alivio. Ja com tudo sob controle, chegamos a encostar no balcao pro inicio da segunda etapa quando olhamos ao redor e vimos que estavamos cercados por uma velharada vitoriana. 'Tem um outro ali na outra rua', sugeriu o alvi-negro. Nao podiamos ter feito melhor. Pub muito maneiro. Por dentro parecia mais uma taverna com seu estilo bastante rustico. Na frente uma varanda legal e embaixo mesas na calcada. Ficamos de gala. A hora passou, as cervejas secaram, o cara tinha que fazer as malas pois viajava na madrugada seguinte e eu nao conseguia parar de pensar na cara da minha gerente ao ver meu atraso e sentir o bafo caguete.
Bom demais! Agora so me resta esperar o malandro trazer as noticias mal passadas do 'Porcao', orientais do 'Sunsaki', 'afeijoadas' da 'A Mineira' e todas regadas pelas geladas dos botecos saudosos da nossa querida 'Cidade Sorriso'.
sexta-feira, 20 de abril de 2007
'Pra nao dizer que nao falei de Flores'
'Eu que ja xinguei tanto papel, aquelas pilhas de xerox e escritos que diminuiam cada vez mais o meu pequeno quarto, me pego agora com saudades em forma de arrependimento pensando que tudo que posso ter perdido com o 'tilt' do computador (ou quase tudo) poderia estar a salvo em um canto umido e empoeirado. Ahhh, maldita e abencoada tecnologia!!
terça-feira, 17 de abril de 2007
Os perigos nossos de cada Dia - Parte II
De todas as coisas o que mais me chamou a atenção assim que cheguei foi ver as pessoas andando com celulares de ultima geração na mão e câmeras enormes penduradas no pescoço, coisa cara, aparelhos de todos os tipos sem que ninguém olhasse, sem que ninguém avançasse em cima gritando ‘perdeu, perdeu!!’. Londres, onde a quantidade de japonês ganha até de Tóquio, parece uma feira multimídia tamanha a quantidade de cams, filmadoras, etc, presentes em qualquer canto, registrando qualquer cenário, jogando na minha cara nossa condição terceiro-mundista. Falo dos 'japas' de sacanagem. A coisa é geral. Como se pode andar com seu equipamento sem maiores perigos, é mais do que normal ver aquelas super-máquinas na mão de qualquer um na rua, no ônibus, trem, metrô, qualquer lugar. Outro dia entrei no ônibus e dei de cara com um velhinho que parecia estar se apoiando na câmera de tão grande que era ela, linda de morrer. Eu não conseguia tirar os olhos da máquina e de pensar em como ele poderia ‘perder’ aquilo somente com um sopro. Mas ninguém olhava. Ninguém tava nem aí. Neguinho joga playstation, assiste filmes em dvds portáteis no metrô. Mp3, p4, aqui é igual a banana (banana aqui é artigo importado, com certeza deve ser mais caro), todo mundo tem. O que mais se vê são fones em ouvidos e livros nas mãos. Os carros são os mais caros do mundo e rodam mais livres do que nossos populares. Agora com o sol firmando chegou a vez dos conversíveis curtirem uma brisa. As pessoas abrem seu laptops nos parques, nas praças, algo impossível no Campo de São Bento, de Santana, Quinta da Boa Vista, onde quer que seja. Coisa que eu só via em filme e agora tá demorando pra cair a ficha. 'Mas não há crime em Londres?'. Claro que tem. Tem tráfico, tem morte, tem roubo, áreas perigosas, etc., mas nada que lembre nem de longe o nosso caos, a nossa guerrilha cotidiana.
Como disse antes, não dá pra enumerar sequer algumas diferenças com esse espírito Caymi baixando em mim. Nem vou cantar pra que ele suba, pois todos sabemos quais são e porque são. Alguns menos, pois elegem, reelegem, lavam as mãos, tapam os olhos e ouvidos. Mas não vamos falar de verdades a essa altura e distância. O fato é que me sinto um paranóico ao ‘dichavar’ minha carteira, ao sacar a câmera que ninguém quer, ao olhar preocupado pra quem vem, pra quem vai enquanto espero sozinho no ponto do ônibus depois da meia-noite, enfim, ao agir como um ‘neurótico de guerra’ em tempos de paz. “Ah, mas a Inglaterra está em guerra com o Iraque, com o Islã”, podem dizer. Ok, falamos sobre isso depois (já senti o medo de bomba de perto!).
Alguém quer saber se sinto falta da bagunça, do batuque no boteco da esquina, da saideira sem hora pra acabar, etc, etc...? Lógico! Todos os dias! Nada se compara ao nosso calor humano, a nossa festa de sempre, muito mais quando longe de casa. Mas cansei de abrir o jornal, ligar a televisão e ver o nosso ‘oba–oba’ diário, a nossa alegria capaz de 'atravessar o mar' interrompidos pelo zunido da bala achada exatamente por quem não procurava, pelo carro bêbado, pelo bandido que toma o nosso e pela polícia que leva o seu, pelo descaso geral sem responsável, pelo silêncio de um minuto que se pede antes da gente cair no samba.
sexta-feira, 13 de abril de 2007
Os perigos nossos de cada Dia
Cheguei em Londres em uma madrugada de novembro depois de um rolé com meu irmão pela ‘Zoropa’. Na última etapa alugamos um carro da Escócia até aqui (pegar estrada a 180 km/h e do lado direito merece um texto a parte). Depois de uma rápida conferida no agito londrino, partimos para a casa do Juba, nosso anfitrião, velho amigo de Ronaldo e hoje meu ‘flatbrother’. Cansados e sem GPS, tivemos que parar para telefonar e pegar as coordenadas do nosso teto. Não sabíamos que já estávamos praticamente do lado. Até aí, normal. O curioso foi sair do carro rumo à clássica cabine telefônica e dar de cara com uma raposa (das grandes) parada e nos olhando. Ficamos segundos falando sem mexer um músculo. O impasse estava criado. Mas como brincar de estátua em plena madruga, cansados e num frio de -4 graus não tinha nada a ver, fui no carro pegar a câmera para registrar a cena. Não preciso dizer que foi só eu pegar a máquina que a raposa 'deu linha'. Daí guardei a câmera e só de sacanagem apareceu outra maior ainda. O que eu fiz então? Nada. Pensei: “essa porra deve ser igual a cachorro aqui, passa toda hora”. Engano. Conheço gente que está aqui há anos e nunca viu uma. E de lá pra cá só vi mais umas 3 ou 4 vezes (todas sem câmera á mão, claro!). Isso sempre à noite, porque o dia, pelo menos nessa vizinhança é dos corvos e dos esquilos. Eu cresci ouvindo os pássaros cantarem pela manhã, por isso acordar com berro de corvo é um troço meio esquisito. O bicho berra alto e sinistro pra cacete! Passarinho mesmo só canta aqui às 3 da manhã. Vai entender?!
Já a ‘esquilada’ da área faz um rebú danado. Especialmente dois que moram numa árvore em frente a minha janela. Viraram ‘Tico & Teco’, óbvio. Mas nunca sei qual é qual nem quando estão brincando ou saindo na porrada. É uma correria desenfreada, um atrás do outro, cheia de pulos acrobáticos e saltos em distâncias impressionantes. O principal motivo de estar falando sobre isso é que mesmo achando essa bicharada sui generis, acredito estar compreendendo melhor a organização anti-social da fauna local.
Outro dia eu estava na minha pequena varanda/sacada tomando uma cervejinha de fim de tarde, coisa de lei, quando fui surpreendido por um pombo dando uma carreira num corvo. Disse pra mim mesmo: “que raio de corvo frouxo é esse, deste tamanho, feio toda vida, correndo de um pombo??”. Dois dias depois, na mesma bat-varanda curtindo o mesmo bat-relax, me passa uma raposa batida com um corvo berrando na cola (não sei se foi o mesmo corvo, não deu tempo de perguntar!). "Pára tudo!! Que porra é essa??!! Tô ficando doido??? Mais??!!".
Olhei ao redor e vi que bêbado eu não tava, pois só tinha umas três latas por perto. Alguns minutos depois de pensar que já tinha visto de tudo nessa vida, ouço um dos esquilos aos gritos partindo pra cima de um pombo que ciscava perto do seu quintal. EU VI ISSO TUDO! Quem me conhece pode imaginar eu contando esse ‘causo’ ao vivo, rir da cena, mas sabe que eu não tô de brincadeira! Outros podem até me chamar de alucinado, mentiroso, bebum (não precisa ser nessa ordem...), mas o céu é testemunha! Nunca quis tanto que alguém estivesse filmando qualquer coisa sem motivo algum como nesses instantes pra lá de surreais. Nem Jacques Cousteau presenciou um flagrante da natureza numa escala dessas!!
Passada a euforia e total incredulidade por tal ‘fato sem fotos’, me convenci de que não tem pra ninguém nesse pedaço. É o esquilo quem manda nessa porra toda!! Botou pra correr o pombo que escurraçou o corvo que esculachou a raposa! Quem olha pro safado pode até pensar, “tão bonitinho, fofinho, inofensivo...”, mas eu é que não vou dar mais mole pra esse roedor parente do coelho assassino de “Monty Python em busca do Cálice Sagrado”. Por conta disso que agora eu tô aqui encomendando um kimono, malhando pesado, me benzendo antes de sair de casa e ter que lutar pela sobrevivência nessa ‘cadeia alimentar’ muito doida. Ainda mais hoje, sexta-feira 13!
terça-feira, 10 de abril de 2007
Boat's Race
Tava aí a oportunidade de ver gente pra tudo quanto é lado (esse evento anual é conhecido por toda cidade), tomar umas cervejas e conhecer uma penca de pubs de uma vez só. E tudo isso torcendo muito pra se fazer um final de semana com sol. Fez.
Perdi o primeiro dia, a sexta-feira, pois estava ralando pelo ‘mé’ nosso de cada dia. Mas já havia prometido que no sábado raro de folga eu iria às forras. Acordaria cedo pra curtir o lindo dia, muitas fotos, ‘gelol’, uma alegria só. Isso se eu não tivesse chegado do trabalho e encontrado meus caros colegas de copo já bêbados em casa e me esperando com uma garrafa de cana na mão. Foi.
Acordei dia seguinte numa seqüela do cão, todo torto e atrasado pro tal evento. Já que tava todo errado, abri uma pra rebater e relaxei. O que me fez tentar sair de casa mesmo foi o sol que parecia querer desertar. Depois do esforço sobre-humano, quase chegando na ponte onde era a largada, chegada, sei lá, dos barcos, botes, etc, fui atropelado pela multidão que denunciava o encerramento da coisa. Olhei pra mim mesmo meio puto, mas resignado pela natureza mais forte do que eu. Fui.
Parti pro meu interesse de fato que era conhecer o circuito etílico-músico-carnal que começava naquela hora. Todos, todos os bares com música ao vivo e de boa qualidade, alguns ótima. Destaque para o "THE BOATHOUSE", barzão de três andares, música de alto nível, terraço e o escambau (foto). A multidão se aglomerava nas portas, rodas se formavam em torno das serpentinas de cerveja nas ruas, filas nas barracas pra comer uns breguetes não identificados, mesas nas calçadas, gente bonita, mulher á balde..., “Uh, uh, uh, que Beleza” cantava eu lembrando do 'Síndico' com uma cara e sorrisos que escancaravam o meu estado 'one way'!
Se for descrever cada pub que entrei, as bandas e os repertórios, a mulherada (fora a porrada de gente estranha que aqui tem de sobra) e o prazer de tudo isso com um copo de 500ml na mão, vou me perder... Resumindo: dia lindo, regado, florido, sonzeira, doideira, esticados até as 2 da manhã no mesmo embalo. Domingo teve tudo de novo! Mas desse, infelizmente, não pude fazer parte porque tive que voltar à realidade e garantir um qualquer que pague as contas no fim do mês. É.
